segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando assumo algo é pra valer


Dieter F. Uchtdorf
Dois jovens irmãos subiram ao topo de um penhasco que se erguia junto às águas cristalinas de um lago azul. Era um lugar de onde muitos saltavam para mergulhar no lago, e os irmãos sempre diziam que um dia saltariam dali — como tinham visto outros fazerem.
Embora os dois quisessem saltar, nenhum queria ser o primeiro. O penhasco não era tão alto assim, mas para os dois meninos, parecia que a altura aumentava sempre que começavam a se inclinar para frente — e logo perdiam a coragem.
Por fim, um dos irmãos pôs o pé na beira do penhasco e impeliu o corpo para frente com determinação. Naquele momento, o irmão sussurrou: “Talvez seja melhor esperar até o próximo verão”.
O outro irmão, porém, já estava em movimento, caindo para frente. “Quando assumo algo”, replicou ele, “é para valer!”
Mergulhou ruidosamente na água e logo voltou à superfície com um grito de vitória. O irmão que ficou no penhasco o seguiu imediatamente. Mergulhou ruidosamente na água e, assim como seu irmão, logo voltou à superfície com um grito de vitória. Depois disso, ambos riram do que o primeiro menino dissera antes de lançar-se à água: “Quando assumo algo, é para valer”.
Um compromisso é como mergulhar na água. Ou você o assume ou não. Ou você se move para frente ou fica parado onde está. Não há meio-termo. Todos enfrentamos momentos de decisão que mudam todo o restante de nossa vida. Como membros da Igreja, devemos perguntar a nós mesmos: “Vou mergulhar ou apenas ficar parado na beira? Vou dar um passo à frente ou vou simplesmente verificar a temperatura da água com a ponta do pé?”
Alguns pecados são cometidos porque fazemos coisas erradas, outros, porque não fazemos nada. Quando estamos apenas meio comprometidos com o evangelho podemos sentir frustração, infelicidade e culpa. Isso não deve acontecer conosco, porque somos um povo do convênio. Fazemos convênios com o Senhor quando somos batizados e quando entramos na casa do Senhor. Os homens fazem convênios com o Senhor quando são ordenados ao sacerdócio. Nada pode ser mais importante do que o cumprimento de um compromisso que assumimos com o Senhor. Lembrem-se da resposta que Raquel e Lia deram a Jacó no Velho Testamento. Foi algo simples e direto que mostrava o comprometimento delas: “Faze tudo o que Deus te mandou” (Gênesis 31:16).
Os que estão apenas meio comprometidos só podem meio que esperar receber as bênçãos de testemunho, alegria e paz. As janelas do céu podem só meio que se abrir para eles. Não seria tolice pensar: “Vou me comprometer só 50 por cento agora, mas quando Cristo aparecer na Segunda Vinda, vou me comprometer 100 por cento?”
O compromisso de cumprir nossos convênios com o Senhor é fruto de nossa conversão. O comprometimento com nosso Salvador e Sua Igreja edifica nosso caráter e fortalece nosso espírito, de modo que, quando nos encontrarmos com Cristo, Ele nos abraçará e dirá: “Bem está, servo bom e fiel” (Mateus 25:21).
Há uma diferença entre intenção e ação. Aqueles que somente têm a intenção de comprometer-se encontram desculpas a todo o momento. Aqueles que realmente se comprometem encaram os desafios e dizem a si mesmos: “Sim, esse seria um bom motivo para procrastinar, mas fiz convênios, por isso farei o que me comprometi a fazer”. Eles examinam as escrituras e buscam sinceramente a orientação do Pai Celestial. Aceitam e magnificam seus chamados na Igreja. Assistem às reuniões. Fazem visitas de mestre familiar e professoras visitantes.
Um provérbio alemão diz: “As promessas são como a lua cheia. Se não forem cumpridas de imediato, vão minguando dia a dia”. Como membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, comprometemo-nos a trilhar o caminho do discipulado. Comprometemo-nos a seguir o exemplo de nosso Salvador. Imagine como o mundo seria abençoado e muito melhor se todos os membros da Igreja do Senhor vivessem à altura de seu verdadeiro potencial — convertidos do fundo da alma e comprometidos a edificar o reino de Deus.
De algum modo, cada um de nós está passando por um momento de decisão, ao contemplar a água. É minha oração que tenhamos fé, sigamos em frente, enfrentemos nossos temores e nossas dúvidas com coragem e digamos a nós mesmos: “Quando assumo algo, é para valer!”

terça-feira, 2 de agosto de 2011

“felizes para sempre”

Presidente Dieter F. UchtdorfO Pai Celestial oferece-lhes a maior dádiva imaginável — a vida eterna — e a oportunidade e a bênção infinita de ter seu próprio final, do tipo “felizes para sempre”.
Minhas queridas e jovens irmãs do mundo inteiro, sinto-me grato e honrado por estar com vocês hoje. O Presidente Thomas S. Monson e todos os líderes da Igreja amam vocês; nós oramos por vocês e nos regozijamos com sua fidelidade.
Ao longo dos anos, tive contato com muitos idiomas bonitos, cada um deles fascinante e notável. Cada um com seu charme particular. Mas, por mais diferentes que sejam, esses idiomas geralmente têm coisas em comum. Por exemplo: em quase todos os idiomas existe uma frase que talvez seja a mais mágica e cheia de promessas do que tudo no mundo. Essa frase é: “Era uma vez”.
Não são palavras maravilhosas para iniciar uma história? “Era uma vez” promete algo: uma história de aventura e romance, uma história de príncipes e princesas. Pode incluir exemplos de coragem, de esperança e de amor eterno. Em muitas dessas histórias, a bondade vence a maldade e o bem vence o mal. Mas, talvez acima de tudo, adoro quando viramos a última página e lemos as últimas linhas, e vemos estas palavras encantadoras: “E viveram felizes para sempre”.
Não é isso que todos desejamos? Ser heróis e heroínas em nossa própria história, triunfar sobre a adversidade, desfrutar a vida em toda sua beleza e, no final, viver felizes para sempre?
Quero hoje chamar sua atenção para algo muito significativo e extraordinário. Na primeira página de seu livreto Progresso Pessoal, vocês encontrarão estas palavras: “Você é uma filha amada do Pai Celestial, preparada para vir à Terra especialmente nesta época para um propósito glorioso e sagrado”.1
Irmãs, essas palavras são verdadeiras! Não foram inventadas num conto de fadas! Não é extraordinário saber que nosso Eterno Pai Celestial conhece vocês, ouve vocês, zela por sua vida e as ama com infinito amor? Na verdade, o amor que Ele tem por vocês é tão grande que Ele lhes concedeu esta vida terrena como uma dádiva preciosa, do tipo “era uma vez”, completa com sua própria história verídica de aventura, provações e oportunidades para grandeza, nobreza, coragem e amor. E o mais glorioso de tudo, Ele lhes ofereceu uma dádiva sem preço, que está além de nossa compreensão. O Pai Celestial oferece-lhes a maior dádiva imaginável — a vida eterna — e a oportunidade e a bênção infinita de ter seu próprio final, do tipo “felizes para sempre”.
Mas essa bênção tem um preço. Não é dada simplesmente porque você a deseja. Ela vem por meio da compreensão de quem você é e em que precisa se tornar para ser digna dela.

As Provações Fazem Parte da Jornada

Pense por um momento em seu conto de fadas preferido. Nessa história, a personagem principal pode ser uma princesa ou uma camponesa. Pode ser uma sereia ou uma fazendeira, uma governante ou uma serva. Você verá uma coisa que todas têm em comum: elas precisam vencer a adversidade.
Cinderela teve de suportar a madrasta e as irmãs malvadas. Foi obrigada a sofrer longas horas de servidão e zombaria.
Na “Bela e a Fera”, Bela se torna prisioneira de uma fera pavorosa para salvar o pai. Ela sacrifica seu lar e sua família, tudo o que lhe era querido, para passar vários meses no castelo da fera.
No conto “Rumpelstiltskin”, um pobre moleiro garante ao rei que sua filha pode fiar palha e transformá-la em ouro. O rei imediatamente manda buscar a moça e a aprisiona em um quarto com um monte de palha e uma roca de fiar. Mais tarde, na história, ela enfrenta o perigo de perder seu primogênito, a menos que consiga adivinhar o nome da criatura mágica que a ajudou naquela tarefa impossível.
Em cada uma dessas histórias, Cinderela, Bela e a filha do moleiro tiveram experiências tristes e provações antes de chegar a seu “felizes para sempre”. Pense nisso. Já houve alguém que não teve de passar por seu próprio vale sombrio de tentações, provações e tristezas?
Entre o “era uma vez” e o “felizes para sempre”, todas tiveram de passar por grandes adversidades. Por que precisamos vivenciar tristezas e tragédias? Por que não podemos simplesmente viver em paz e serenidade, com todos os dias cheios de maravilhas, alegria e amor?
As escrituras nos dizem que é necessário que haja uma oposição em todas as coisas porque sem isso não poderíamos discernir o doce do amargo.2 Será que a maratonista sentiria o triunfo de terminar a corrida, se não tivesse sentido a dor de horas de esforço sem limites? Será que a pianista sentiria a alegria de dominar uma sonata difícil sem as árduas horas de prática?
Tanto nas histórias quanto na vida, a adversidade nos ensina coisas que não poderíamos aprender de outra forma. A adversidade nos ajuda a desenvolver uma profundidade de caráter que não adquiriríamos de nenhuma outra maneira. Portanto, nosso amoroso Pai Celestial nos colocou em um mundo cheio de desafios e provações para que, por meio da oposição, possamos aprender sabedoria, tornar-nos mais fortes e sentir alegria.
Gostaria de contar-lhes uma experiência pessoal que tive quando era adolescente e nossa família frequentava a Igreja em Frankfurt, Alemanha.
Certo domingo, os missionários trouxeram uma nova família que eu não conhecia para nossas reuniões. Era uma mãe com duas belas filhas. Achei que aqueles missionários estavam fazendo um trabalho excelente.
Em particular, chamou-me a atenção uma das filhas, que tinha lindos cabelos escuros e grandes olhos castanhos. O nome dela era Harriet, e acho que me apaixonei assim que a vi pela primeira vez. Infelizmente, aquela bela moça não parecia sentir o mesmo por mim. Havia muitos rapazes que queriam cortejá-la, e comecei a duvidar se algum dia ela me consideraria mais do que um simples amigo. Mas isso não me deteve. Procurei maneiras de estar onde ela estava. Quando distribuía o sacramento, eu ficava no lugar certo para que fosse eu a levar o sacramento para ela.
Quando havia atividades especiais na Igreja, eu ia de bicicleta até a casa da Harriet e tocava a campainha. Geralmente era a mãe dela que atendia. Na verdade, ela abria a janela da cozinha de seu apartamento no quarto andar e perguntava o que eu queria. Eu perguntava se Harriet gostaria de uma carona até a Igreja em minha bicicleta. A mãe da Harriet dizia: “Não, ela vai mais tarde, mas eu ficaria muito feliz de ir à Igreja com você na sua bicicleta”. Não era exatamente o que eu tinha em mente, mas como poderia recusar?
Então, íamos até a Igreja de bicicleta. Devo admitir que eu tinha uma bicicleta muito impressionante. A mãe da Harriet sentava-se no quadro da bicicleta, a minha frente, e eu tentava ser o mais elegante chofer de bicicleta a trafegar pelas ruas irregulares de paralelepípedos.
O tempo passou, e enquanto a bela Harriet era cortejada por muitos outros rapazes, parecia-me que eu nunca teria uma chance com ela.
Fiquei decepcionado? Claro que sim.
Senti-me derrotado? Claro que não!
Na verdade, ao recordar o que aconteceu, dou-me conta de que não era sacrifício algum ter um bom relacionamento com a mãe da garota de meus sonhos.
Anos mais tarde, depois que terminei meu treinamento como piloto de caça na força aérea, testemunhei um milagre moderno ao ouvir a resposta da Harriet a meu insistente cortejo. Certo dia, ela disse: “Dieter, você amadureceu muito nestes últimos anos”.
Agi rapidamente então, e em poucos meses, estava casado com a mulher que havia amado desde a primeira vez que a vi. O processo não foi fácil — houve momentos de sofrimento e desespero — mas, por fim, minha felicidade era completa e ainda é, agora mais ainda.
Minhas jovens irmãs, vocês precisam saber que terão de enfrentar as próprias adversidades. Ninguém está livre disso. Vocês vão sofrer, vão ser tentadas e vão cometer erros. Aprenderão por si mesmas o que toda heroína aprende: é vencendo desafios que crescemos e nos fortalecemos.
É sua reação à adversidade — e não a adversidade propriamente dita — que determina como a sua história de vida vai-se desenvolver.
Há algumas entre vocês que, embora jovens, já sofreram uma medida completa de angústia e dor. Meu coração se enche de compaixão e amor por vocês. Vocês são muito queridas na Igreja. São muito amadas por seu Pai Celestial. Embora possam achar-se solitárias, há anjos cuidando de vocês. Embora sintam que ninguém compreende a intensidade de seu desespero, nosso Salvador Jesus Cristo compreende. Ele sofreu mais do que podemos imaginar, e fez isso por nós. Fez isso por vocês. Vocês não estão sozinhas.
Se sentirem que o fardo é pesado demais, elevem o coração ao Pai Celestial, e Ele vai sustê-las e abençoá-las. Ele diz a vocês o mesmo que disse a Joseph Smith: “[Sua] adversidade e [suas] aflições não durarão mais que um momento; e então, se [vocês as suportarem] bem, Deus [as] exaltará no alto”.3
Suportar a adversidade não é a única coisa que precisam fazer para ter uma vida feliz. Repito — a maneira como vocês reagem à adversidade e à tentação é um fator vital para determinar se chegarão a seu próprio “felizes para sempre”.

Permaneçam Fiéis ao que Sabem Ser Certo

Irmãs, jovens irmãs, amadas e jovens irmãs, permaneçam fiéis ao que sabem ser certo. Em todo lugar para onde olharem, vocês encontrarão promessas de felicidade. As propagandas das revistas lhes prometem felicidade total, se vocês comprarem determinada roupa, xampu ou maquiagem. Algumas produções da mídia cobrem de glamour pessoas que adotam um estilo de vida perverso ou que se entregam a instintos vis. Com frequência, essas mesmas pessoas são retratadas como modelo de sucesso e realização.
Num mundo em que o mal é retratado como bem, e o bem como mal, às vezes é difícil identificar a verdade. De certa forma, é quase igual ao dilema da Chapeuzinho Vermelho: você não sabe ao certo o que está vendo, se é a vovozinha querida ou um lobo perigoso.
Passei muitos anos em cabines de avião. Minha tarefa era levar um grande jato em segurança de qualquer parte do mundo para o destino desejado. Eu sabia com certeza que, se quisesse viajar de Nova York para Roma, teria de voar para o leste. Se alguém me dissesse que eu teria que voar para o sul, eu sabia que não havia verdade em suas palavras. Eu não confiaria nele, porque saberia por mim mesmo. Por mais que tentassem me persuadir, bajular, subornar ou ameaçar, nada me convenceria de que eu chegaria a meu destino voando para o sul, porque eu sabia.
Todos buscamos a felicidade e tentamos encontrar nosso próprio “felizes para sempre”. A verdade é que Deus sabe como podemos chegar lá! E Ele fez um mapa para vocês. Ele sabe o caminho. Ele é seu amado Pai Celestial e quer seu bem e sua felicidade. Ele deseja, com todo o amor de um Pai perfeito e puro, que vocês cheguem a seu destino sublime. O mapa está ao alcance de todos. Ele fornece orientações claras, sobre o que fazer e para onde ir, a todas as pessoas que se esforçam para achegar-se a Cristo e “servir de testemunhas de Deus em todos os momentos e em todas as coisas e em todos os lugares”.4 Tudo o que vocês precisam fazer é confiar no Pai Celestial, confiar Nele o suficiente para seguir Seu plano.
Entretanto, nem todas seguem o mapa. Pode ser que olhem para ele. Podem até achá-lo razoável ou mesmo verdadeiro. Mas não seguem as orientações divinas. Muitas pessoas acreditam que qualquer estrada as levará até um final do tipo “felizes para sempre”. Algumas até ficam zangadas quando outras que conhecem o caminho procuram ajudá-las e informá-las. Elas acham que esse conselho é ultrapassado, irrelevante, distante da vida moderna.
Irmãs, essas pessoas estão erradas.

O Evangelho É o Caminho para o “Felizes para Sempre”

Entendo que, às vezes, algumas pessoas se perguntem por que frequentam as reuniões da Igreja ou por que é tão importante ler regularmente as escrituras ou orar diariamente a nosso Pai Celestial. Eis a minha resposta: vocês fazem essas coisas porque elas são parte do caminho que Deus preparou para vocês. E esse caminho vai levá-las para seu destino, onde serão “felizes para sempre”.
“Felizes para sempre” não é algo que só se encontra nos contos de fadas. Vocês podem conseguir isso! Está a seu alcance! Mas vocês precisam seguir o mapa de seu Pai Celestial.
Irmãs, por favor, abracem o evangelho de Jesus Cristo! Aprendam a amar seu Pai Celestial de todo o coração, poder e mente. Encham a alma de virtude e amem as coisas boas. Esforcem-se sempre para fazer aflorar o que há de melhor em vocês e nos outros.
Aprendam a aceitar e aplicar os valores das Moças. Vivam os padrões de Para o Vigor da Juventude. Esses padrões vão guiá-las e orientá-las para alcançarem seu “felizes para sempre”. O cumprimento desses padrões vai prepará-las para fazer convênios sagrados no templo e estabelecer seu próprio legado de bondade em sua vida pessoal. “[Permaneçam] em lugares santos e não [sejam movidas]”5 quaisquer que forem as tentações ou dificuldades. Prometo-lhes que as gerações futuras serão gratas a vocês e louvarão seu nome devido a sua coragem e a sua fidelidade nesta época crucial de sua vida.
Minhas queridas jovens irmãs, a vocês que defendem a verdade e a retidão, que procuram as coisas boas e virtuosas, que entraram nas águas do batismo e que seguem os caminhos do Senhor, nosso Pai Celestial prometeu que “subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.6 Vocês “não [serão enganadas]”.7 Deus vai abençoá-las e fazê-las prosperar.8 “As portas do inferno não prevalecerão contra vós (…) e o Senhor Deus afastará de vós os poderes das trevas e fará tremerem os céus para o vosso bem e para a glória de seu nome.”9
Irmãs, amamos vocês. Oramos por vocês. Sejam fortes e tenham bom ânimo. Vocês são realmente nobres filhas espirituais do Deus Todo-Poderoso. São princesas, destinadas a tornarem-se rainhas. Sua própria história maravilhosa já começou. O seu “Era uma vez”é agora.
Como Apóstolo do Senhor Jesus Cristo, deixo com vocês minha bênção e a promessa de que, se aceitarem e viverem esses valores e princípios do evangelho restaurado de Jesus Cristo, “[estarão] preparadas para fortalecer o lar e a família, fazer e guardar convênios sagrados, receber as ordenanças do templo e desfrutar as bênçãos da exaltação”.10 E dia virá em que abrirão as últimas páginas de sua história gloriosa e ali lerão e sentirão o cumprimento dessas palavras abençoadas e maravilhosas: “E viveram felizes para sempre”. Disso presto testemunho, no sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Discurso , serão do SEI

 Elder Dallin H. Oaks  

Rapazes, se vocês retornaram da missão e ainda estão seguindo o padrão de interação entre rapazes e moças que foram aconselhados a seguir quando tinham menos de 16 anos, é hora de crescerem: criem coragem e procurem uma moça com quem sair. Comecem com vários encontros com várias moças e, quando essa fase resultar em uma boa possibilidade, passem à fase do namoro firme. É hora de se casarem. É isso que o Senhor deseja para Seus jovens filhos adultos (tanto homens como mulheres). Homens, cabe a vocês tomar a iniciativa, e vocês devem tomá-la. Se não souberem o que é um encontro, talvez esta definição, que ouvi de minha neta de dezoito anos, ajude: Um ‘encontro’ precisa passar no teste dos três Ps: (1) planejado com antecedência, (2) pago pelo rapaz e (3) para os dois apenas.

Moças, evitem o excesso de programas em grupo e incentivem os encontros simples, baratos e freqüentes. Não facilitem para os rapazes a realização de atividades em grupo em que vocês, mulheres, providenciam o alimento. Não sustentem os aproveitadores. Uma atividade em grupo ocasional é aceitável, mas, quando virem homens cuja principal interação com o sexo oposto são as atividades em grupo, creio que vocês devem trancar a despensa e passar a chave na porta da frente.

Se fizerem isso, pendurem também um aviso na porta, dizendo: ‘Abriremos para encontros individuais’ ou algo assim. E (...), moças, se quiserem persuadir os rapazes a propor encontros mais freqüentes, é bom que fique claro para ambos que o fato de terem um encontro não significa que terão um compromisso sério. (...)

Meus jovens amigos solteiros, aconselhamos vocês a canalizarem seu convívio com o sexo oposto para os encontros e o namoro, que têm o potencial de amadurecer e levar ao casamento, e não para as atividades de grupo que apenas têm a probabilidade de, ao amadurecer, levá-los a praticar esportes de equipe, como o futebol. O casamento não é uma atividade de grupo — ao menos até os filhos chegarem em grande número.” (Ver A Dedicação de Toda uma Vida, serão do SEI para jovens adultos solteiros, 1º de maio de 2005, pp. 5–6).

Aqui termino a recapitulação do discurso que fiz há dois anos e meio.

O que aconteceu depois disso? Recebi algumas cartas de agradecimento, a maioria de mulheres. (...)

O tempo não me permite analisar mais cartas, mas cito mais uma porque provavelmente representa situações bem típicas. Recebi essa carta cerca de um ano após meu discurso. Foi enviada por um casal que me agradeceu por seu casamento feliz. Disseram que tinham sido colegas de faculdade e amigos, em uma ala de solteiros. Ele perguntou se ela gostaria de sair com ele, só para se divertirem juntos e se conhecerem melhor. Depois de pensar por alguns dias, ela disse que não estava interessada.

Alguns meses se passaram, então, o discurso que fiz no serão deu-lhes o incentivo de que precisavam. Escreveram: “No serão, o senhor disse que uma das coisas necessárias para facilitar os encontros é não dar a entender que eles sejam algo muito sério. Se quisermos persuadir os rapazes a propor encontros mais freqüentes, é bom que fique claro para ambos que o fato de terem um encontro não significa que terão um compromisso sério”.

A carta prosseguia dizendo que, imediatamente após o serão, ela foi falar com ele e perguntou se poderiam conversar. Disse que havia reconsiderado a sugestão do encontro e que, se ele ainda estivesse interessado, ela estaria disposta a fazer uma experiência. “Ainda tínhamos muito a aprender a respeito um do outro”, escreveram, “e havia muitas mudanças a serem feitas. Casamos em maio do ano seguinte, no Templo de Washington Seu conselho claro e direto ajudou-nos a perceber que o encontro seria uma oportunidade de conhecer-nos melhor e não um compromisso imediato para um relacionamento duradouro ou casamento.” É isso mesmo!

Como eu disse no meu discurso: “Encontros simples e mais freqüentes permitem que os homens e as mulheres se conheçam e lhes permite avaliar amplamente as possibilidades. Os encontros e o namoro à moda antiga eram maneiras maravilhosas de conhecer uma pessoa do sexo oposto. Incentivavam as pessoas a conversar. Permitia que percebêssemos como tratávamos a outra pessoa e como éramos tratados quando estávamos sozsozinhos com ela. Dava-nos a oportunidade de aprender a iniciar e manter um relacionamento maduro” (ver A Dedicação de Toda uma Vida, p. 5)."

Dica ...



Do que não fazer no primeiro encontro....